sexta-feira, 17 de julho de 2009

Responsabilidade social a quem de direito merece

Um questionamento: - Existe um crescimento econômico no Brasil?

Quem acompanha os indicadores da economia sabe responder: - Existe sim, um crescimento econômico no Brasil. No entanto, muitas pessoas em nosso país, ainda sofrem com a pobreza e um número bem pequeno, não sente as dificuldades de sobrevivência.
Nesta complexidade, a observação é na prática de beneficiar os mais carentes que muitas vezes torna-se “tendenciosa”. Fazendo um levantamento deste atos, a pouca cooperação que a sociedade ainda proporciona ao grande número de necessitados é em forma de donativos. Dessa maneira acabamos contribuindo para que o Brasil continue sendo o segundo maior país do mundo em termos de desigualdade social.
Li na Zero Hora no dia 09/07 uma matéria (http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&newsID=a2573865.xml&channel=13&tipo=1&section=Geral), e que me preocupa cada vez que estou aquecida em minha cama em noite frias: “A cena se repete a cada inverno, sobressaltando a população da Capital: apesar do frio e da chuva, os moradores de rua resistem e não buscam proteção em abrigos públicos.” E por que mesmo os miseráveis de rua resistem em se agasalhar nos albergues públicos, preferindo ficar desabrigado neste inverno rigoroso?
A matéria exemplifica alguns porquês desta resistência. Os desabrigados têm suas justificativas, seus motivos.
Entenda quem puder!
Mas é preciso ampliar e divulgar esta necessidade e praticar a responsabilidade social de maneira verdadeira. O ideal seria substituir as políticas públicas, não compartilhar através da omissão e, sim, afastar o quadro de canalhas políticos que se beneficiam “comprando votos” dentro de comunidades, em troca de rancho mensal.
Nas situações em que são realizadas estas negociações dentro de comunidades, não se gera uma solução para os problemas, resolvendo-se a situação precária das pessoas mais carentes, mas, ao contrário, perpetuando o grave quadro social, porque, em muitos casos, não se dá continuidade às ações sociais que possam realmente promover uma situação melhor. Principalmente, ofertando agasalhos, cobertas aos mendigos de rua, favorecendo a migração deles em locais abertos.
Outro fator a se destacar são eventos pontuais, datas comemorativas onde acontecem campanhas de agasalho no inverno, arrecadações de brinquedos, fundos sociais, que a capacidade de doação da sociedade é muito baixa.
A nossa sociedade quando contribui com doações, parte dos recursos que acontecem nem ao menos chega a seus destinatários finais. Seria importante ao menos, se houvesse um acompanhamento contínuo dos repasses realizados, uma fiscalização destas ações das entidades beneficiadas, cuidando o rumo das doações.
Para evitar este tipo de acontecimentos é necessário ter um comprometimento no processo, e acompanhar as medidas necessárias para obter resultados positivos.
Uma organização que deseja se envolver com a responsabilidade social e contribuir para desenvolver uma cultura desejável, precisa criar instrumentos de avaliação que permitam proporcionar ações em benefício ao público-alvo.
Repito: o importante é determinar as políticas públicas e nortear as ações de responsabilidade social, evitando assim, o assistencialismo de somente arrecadar mantimentos, agasalhos ou doação em dinheiro.Por isso, se faz necessário trabalhar com a causa social e estabelecer um comprometimento. Nessa conscientização poderemos desacelerar muitas ações negativas, como o ingresso nos vícios, briga com suas famílias e introduzir a importância das crianças no ensino educacional, que é a base de tudo. Garantir parte dos investimentos de uma empresa e contribuir na qualidade de vida de pessoas necessitadas é mostrar o caminho para outras empresas esta demanda necessária. Conseqüentemente, esta ação social gerará uma imagem positiva da empresa para a sociedade.

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