segunda-feira, 6 de julho de 2009

Apenas marketing social ou conscientização de mercado?

Estamos vivenciando um momento de uma certa incoerência no mercado de trabalho, onde, por um lado, há um grande número de pessoas procurando por um emprego e, por outro lado, há vagas disponíveis que não estão sendo preenchidas por falta de mão de obra qualificada.
Existe uma preocupação neste sentido, pois segundo o Cadastro Geral de Empregos (Caged), a taxa de desemprego aumentou em Porto Alegre e, nesta verificação, pode-se entender porque muitos empresários estão com dificuldades em fechar o quadro de funcionários capacitados.
Nesta perspectiva podemos verificar através dos dados do Programa Internacional de Avaliação dos Alunos (Pisa), que o nosso país está entre os piores do mundo referente à educação básica.
As projeções que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais realiza aqui no País, e também através da metodologia traçada do Ideb 2005, 2007 (Índice de desenvolvimento da Educação Básica), a ideia é atingir em 2022 um nível de qualidade desejável à educação brasileira. Pois com os resultados dos exames aplicados em 400 mil alunos de 57 países, em 2006, o Brasil está no 49º lugar em habilidade de leitura. As dificuldades da grande maioria da população é justamente por não ter acesso ao aprendizado, em função de que este público não estuda mais do que oito anos.
Mas enquanto isso, as deficiências educacionais geram entraves para alcançar o crescimento e isso repercute no mercado de trabalho. Sem esta desenvoltura no ensino, o possível profissional não tem atendido à demanda das empresas.
Ficar assistindo este cenário e perder a oportunidade de contribuir socialmente é desperdiçar as potencialidades de todo o conhecimento adquirido. Por isso, as relações públicas com sua função social podem gerenciar as ferramentas de responsabilidade social e oportunizar as empresas interessadas a assumir este desafio.
Uma sugestão poderia ser organizar equipes de trabalho nas organizações para elaborar e investir em projetos sociais, em que sejam desenvolvidas ações nas comunidades. Assim, identificar os problemas educacionais, implementar a diversidade cultural e contribuir com a valorização do homem, poderá gerar um grande passo para atingir resultados significativos na qualificação profissional.

Um comentário:

Gabriel Galvão disse...

Muito bom!

O Brasil desde sempre sofre com a péssima educação fornecida e os baixos níveis de escolaridade. Em parte é culpa de todos os governos que atuaram no páis, pois sempre foi interessante para eles que a massa não tivesse qualquer instrução, mas também temos parcela de culpa quando nos damos por preguiçosos e largamos os estudos, esperando que o Estado nos abrace com políticas assistencialistas.

Mesmo assim, é muito boa sua proposta de que os que têm condição de compartilhar seu conhecimento com os menos favorecidos nesse aspecto o façam em grupos, que é gratificante tanto para quem recebe quanto para quem transmite.

Parabéns pelo blog! Abraços!